terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Delegado vai pedir prisão preventiva de donos da Ideal Saúde


Do JC Online

O delegado da 2ª Delegacia da Boa Vista, João Dantas Filho, vai pedir à Justiça a prisão preventiva dos donos da operadora de planos de saúde Ideal Saúde, o empresário Eulerson Botelho e sua esposa Jerusa Botelho. Ele diz que precisa fechar o inquérito que investiga um possível golpe da operadora contra o grupo dos hospitais Santa Joana e Memorial São José, no valor de R$ 18 milhões.

“Depois de ouvir o representante da operadora chegamos à conclusão que houve estelionato e fizemos as intimações nos endereços dessas pessoas que não foram localizadas. O procedimento não pode ficar parado porque o camarada desaparece e, por isso, vamos solicitar a sua prisão”, explicou o delegado, que suspeitava que Eulerson Botelho estava foragido. “Estão se escondendo”.

Apesar das suspeitas do policial, o empresário falou com o Jornal do Commercio pelo telefone e afirmou que está em Pernambuco e também está à disposição do delegado. “A empresa está aberta no mesmo local onde sempre funcionou, na Sete de Setembro. Tem poucos funcionários lá, mas há pessoas para receber qualquer comunicação e não recebemos nenhuma”, afirmou.

Eulerson informou que a acusação de estelionato não procede porque a empresa está sob intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Depois que a empresa é liquidada, têm prioridade no recebimento de dívidas os funcionários da companhia, depois o Estado com os impostos atrasados e, por fim, os credores. “É a ANS quem define. Deixamos três imóveis para que sejam pagas as dívidas. Agora, essa história de que ele não está me achando é mentira. Amanhã (hoje) vou com o meu advogado falar com o delegado”, disse Eulerson Botelho. 

No segundo semestre do ano passado a Ideal Saúde começou a dar sinais de que não poderia mais continuar no mercado. Prestadores de serviço (hospitais, por exemplo) passaram a denunciar dívidas milionárias e passaram a não aceitar os 80 mil clientes do plano de saúde. Em outubro, a ANS determinou a saída dos beneficiários para outras operadoras. O processo ainda está em andamento no âmbito da agência reguladora.

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